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    Educação de Jovens e Adultos (EJA): Política de Estado e caminhos para permanência

    Henry WestlakePor Henry Westlake25 fevereiro, 20264 Mins de leitura
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    No debate sobre Educação de Jovens e Adultos (EJA) como política de Estado e os caminhos para garantir permanência, Sérgio Bento De Araújo analisa desafios, responsabilidades públicas e estratégias de inclusão educacional.
    No debate sobre Educação de Jovens e Adultos (EJA) como política de Estado e os caminhos para garantir permanência, Sérgio Bento De Araújo analisa desafios, responsabilidades públicas e estratégias de inclusão educacional.
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    A Educação de Jovens e Adultos é mais do que uma alternativa para quem interrompeu os estudos, informa o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, trata-se de um direito educacional e de uma política pública estruturante. A EJA precisa ser compreendida como uma estratégia de permanência, equidade e desenvolvimento social, especialmente quando dialoga com a realidade do aluno trabalhador. 

    Ao continuar essa leitura, você vai entender por que a EJA é uma política de Estado, como funcionam seus modelos, quais barreiras mais afetam a permanência e como as escolas podem acolher o estudante adulto com respeito, método e resultados concretos.

    O que a lei garante e por que a EJA é política de Estado?

    A EJA é assegurada pela legislação educacional brasileira como um direito para quem não teve acesso ou continuidade de estudos na idade regular. Isso significa que não se trata de um programa pontual, mas de uma política permanente, com dever do poder público de ofertar condições de acesso e permanência. O foco é garantir que jovens e adultos possam concluir a educação básica de forma compatível com suas trajetórias e responsabilidades.

    Ao abordar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) como compromisso contínuo do poder público, Sérgio Bento De Araújo apresenta reflexões sobre acesso, permanência e efetividade das políticas educacionais.
    Ao abordar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) como compromisso contínuo do poder público, Sérgio Bento De Araújo apresenta reflexões sobre acesso, permanência e efetividade das políticas educacionais.

    Além do acesso, a política pública precisa considerar permanência e conclusão. Para Sergio Bento de Araujo, reconhecer a EJA como política de Estado muda a forma como ela é organizada: deixa de ser residual e passa a ser estratégica. Quando a oferta respeita o contexto social do aluno, a escola cumpre seu papel de inclusão e desenvolvimento, reduzindo desigualdades educacionais e ampliando oportunidades reais.

    Como funciona a EJA de Presença Flexível e para quem faz sentido?

    A EJA de Presença Flexível foi pensada para atender estudantes com rotinas instáveis, como trabalhadores com turnos variáveis. Nesse modelo, o aluno tem maior autonomia para organizar estudos, com orientação docente e acompanhamento, sem a exigência de frequência diária rígida. Conforme destaca Sergio Bento de Araujo, a flexibilidade ajuda a conciliar trabalho, família e escola, um dos principais desafios desse público.

    Esse formato faz sentido para quem tem disciplina mínima de estudo e precisa de adaptação de horários. A presença flexível não significa ausência de rigor, mas adequação pedagógica. Quando bem estruturada, com materiais claros, acompanhamento regular e metas definidas, ela reduz a evasão e amplia a chance de conclusão, respeitando a vida real do estudante adulto.

    Quando a Presença Regular é a melhor escolha para o estudante?

    A EJA de Presença Regular é indicada para estudantes que conseguem manter uma rotina mais estável de frequência e se beneficiam do convívio diário, da mediação constante do professor e da troca com colegas. Esse modelo oferece estrutura semelhante à escola tradicional, porém com currículo e abordagem adaptados à realidade adulta, valorizando experiências prévias e aprendizagem contextualizada.

    Segundo o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, a escolha do modelo deve considerar perfil, disponibilidade e objetivo do aluno. A presença regular pode ser decisiva para quem precisa de apoio mais próximo, organização de rotina e estímulo contínuo. Quando o modelo está alinhado ao perfil do estudante, a escola fortalece o vínculo, melhora a aprendizagem e cria um ambiente mais propício à permanência.

    Quais barreiras mais comuns e como reduzir a evasão na EJA?

    As principais barreiras à permanência na EJA estão ligadas ao trabalho, ao cansaço, à falta de apoio familiar e à percepção de que a escola não dialoga com a realidade do aluno. Conteúdos desconectados da vida prática e metodologias infantilizadas também afastam o estudante adulto. Reduzir evasão exige escuta ativa e adaptação consciente do projeto pedagógico.

    Medidas simples fazem diferença: horários compatíveis, acolhimento, contextualização dos conteúdos e reconhecimento da trajetória do aluno. Sergio Bento de Araujo destaca que a permanência não se conquista apenas com matrícula, mas com sentido. Quando o estudante entende por que está ali e percebe utilidade no que aprende, a escola deixa de ser obrigação e passa a ser oportunidade real.

    Como as escolas podem acolher o adulto sem infantilizar a aprendizagem?

    Acolher o estudante adulto exige respeito à sua experiência de vida. Isso significa evitar linguagem infantil, propor atividades contextualizadas e valorizar saberes prévios. O adulto aprende melhor quando vê relação entre o conteúdo e seu cotidiano, trabalho e projetos pessoais. A postura da escola deve ser de parceria, não de tutela.

    Sergio Bento de Araujo resume assim que a EJA bem-sucedida trata o aluno como protagonista do próprio percurso. Metodologias ativas, diálogo aberto e avaliação formativa ajudam a construir confiança e engajamento. Quando a escola acolhe sem infantilizar, ela fortalece a autoestima, melhora a aprendizagem e cumpre o papel social da EJA como política pública transformadora.

    Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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