Como sugere o CEO Ian Cunha, a longevidade no trabalho é o que permite que uma carreira empreendedora gere resultado sem consumir lucidez no caminho. Ian Cunha costuma tratar esse tema como disciplina estratégica: quem vive de picos pode até impressionar, mas quem sustenta cadência constrói vantagem cumulativa.
Se você quer parar de alternar semanas heroicas com semanas improdutivas, continue a leitura e enxergue o ciclo de picos e quedas pelo que ele realmente é: um modelo caro de funcionamento.
O ciclo de picos e quedas: Por que ele parece eficiência, mas cobra juros?
O pico tem uma sedução óbvia: ele dá a sensação de controle. Em um curto período, muitas pendências são resolvidas, o volume de trabalho aumenta e o ego encontra validação. Só que esse modelo costuma ser alimentado por urgência, não por método. Quando a urgência diminui, a energia desaba, e o cérebro pede compensação.

O ciclo se torna perigoso porque cria uma falsa leitura de desempenho. A pessoa acredita que “funciona melhor sob pressão”, quando, na verdade, está apenas usando adrenalina para mascarar ausência de cadência. O preço aparece depois, na forma de irritabilidade, dispersão e dificuldade de retomar o ritmo sem outro gatilho externo.
Energia estável vira decisão melhor
Longevidade no trabalho não é apenas durar mais. É manter qualidade de julgamento ao longo do tempo. A mente que oscila entre euforia e fadiga perde nuance. Em dias de pico, decide rápido demais. Em dias de queda, decide pouco e posterga o essencial. Em ambos os casos, o critério se fragiliza.
Na visão do fundador Ian Cunha, o ponto central é que previsibilidade não é conforto, é estratégia. Quando a energia se mantém mais estável, a liderança consegue sustentar prioridades sem reinventár diariamente. A execução se organiza, a comunicação fica mais objetiva e o time percebe consistência. E consistência gera confiança interna, algo que nenhum sprint de produtividade substitui.
Quando a intensidade vira identidade? O risco cultural de normalizar heroísmo
Empresas não aprendem pelo discurso, aprendem pelo ritmo que a liderança legitima. Se o padrão é apagar incêndio, o time passa a operar pela urgência. Esse ambiente parece “dinâmico”, mas tende a ser improdutivo em profundidade, porque ele favorece reação, não construção.
Como alude o CEO Ian Cunha, o heroísmo recorrente costuma esconder um problema estrutural: decisões importantes não têm espaço fixo e acabam sendo empurradas para o limite. Com o tempo, o negócio vira refém de energia excepcional. A organização perde o hábito de trabalhar com cadência, e qualquer imprevisto vira colapso coletivo. O que parecia força se revela fragilidade, porque depende de um estado emocional que não é sustentável.
Constância como proteção contra ruído
A maratona empreendedora não premia quem corre mais forte por uma semana. Ela premia quem consegue repetir o essencial com qualidade, mesmo quando o dia está comum. Essa é a diferença entre intensidade e ritmo: intensidade depende de empolgação e pressão; ritmo depende de sistema e coerência.
No entendimento do superintendente geral Ian Cunha, a constância protege a liderança de decisões ruins porque reduz o espaço para improviso. Quando existe um padrão de funcionamento, o cérebro gasta menos energia tentando decidir o que fazer a cada hora. Isso preserva atenção para o que realmente exige pensamento: estratégia, trade offs e escolhas de longo prazo. O ruído diminui, e a empresa avança com mais direção.
O que permanece quando o cenário muda?
A longevidade no trabalho não é uma ideia abstrata. É uma escolha por cadência, por estabilidade emocional e por um modelo de execução que não dependa de picos para existir. O ciclo de picos e quedas pode até gerar sensação de produtividade, mas ele cobra juros em clareza, cultura e saúde do sistema.
Se o objetivo é crescer sem se perder, a pergunta mais honesta é direta: seu negócio está sendo construído por método ou por urgência. A resposta define se você está correndo uma maratona com inteligência ou apenas alternando sprints até faltar fôlego.
Autor: Lissome Rynore
