Processo eleitoral que vai escolher os novos representantes da categoria em todo o país tem votação marcada para 5 de novembro e novas regras de composição
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) confirmou que as Eleições CAU 2026 serão realizadas no dia 5 de novembro, de forma inteiramente online, com participação obrigatória para todos os arquitetos e urbanistas com registro ativo e menos de 70 anos. A votação vai definir os novos conselheiros e conselheiras do CAU/BR e dos Conselhos de Arquitetura e Urbanismo de todos os estados e do Distrito Federal, em um processo que se repete a cada três anos e movimenta diretamente os rumos da política institucional da profissão no país.
O calendário eleitoral foi aprovado pela plenária do CAU/BR em janeiro deste ano, durante a 168ª Plenária Ampliada realizada em Brasília, e estabelece todas as etapas do processo entre janeiro e dezembro de 2026, da eleição das comissões eleitorais estaduais até a diplomação e posse dos eleitos. Trata-se de um processo político relevante para a categoria, já que os conselheiros escolhidos serão responsáveis por definir diretrizes que vão orientar a atuação do CAU nos próximos três anos, incluindo temas sensíveis como fiscalização profissional, políticas urbanas e representatividade dentro da arquitetura brasileira.
Regras de composição das chapas ganham critérios de representatividade
Uma das principais novidades das Eleições CAU 2026 está nas regras de composição das chapas concorrentes. Segundo o presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN-CAU/BR), Danilo Batista, o novo regulamento passa a exigir percentual mínimo de 50% de candidaturas de mulheres, além de outros critérios voltados à ampliação da representatividade dentro do processo eleitoral. A medida reflete um movimento mais amplo de conselhos profissionais brasileiros em busca de maior equilíbrio de gênero em espaços de decisão que, historicamente, concentraram poucas mulheres em posições de liderança.
Além da paridade nas chapas, o regulamento eleitoral também estabeleceu um calendário específico para os coordenadores de cursos de arquitetura e urbanismo que desejam integrar o colégio eleitoral responsável por escolher o conselheiro representante das Instituições de Ensino Superior. O prazo para que essas instituições cumprissem os requisitos necessários se encerrou em 12 de junho, etapa que antecede a fase de divulgação oficial das chapas concorrentes em todo o país.
A Comissão Eleitoral Nacional também promoveu, em junho, um treinamento voltado às comissões eleitorais estaduais, com o objetivo de uniformizar a aplicação do regulamento e reduzir divergências de interpretação entre as diferentes unidades da federação, já que cada CAU estadual conduz parte do processo em seu próprio território.
Como funciona o voto e por que ele é obrigatório
Diferentemente de eleições sindicais ou associativas comuns, o voto nas Eleições CAU é obrigatório para os profissionais registrados, por determinação da Lei 12.378, de 2010, que instituiu o próprio Conselho de Arquitetura e Urbanismo no Brasil. A exigência vale para arquitetos e urbanistas com menos de 70 anos e busca garantir legitimidade e ampla participação da categoria na escolha de seus representantes, evitando que o resultado seja definido por uma parcela pequena de profissionais mobilizados.
Para votar, o profissional precisa ter cadastro ativo na plataforma gov.br, hoje integrada ao CAU Digital, ferramenta que reúne os principais serviços oferecidos pelo conselho e que também é usada para a atualização de dados cadastrais dos arquitetos. O CAU/BR tem recomendado que os profissionais revisem suas informações pessoais com antecedência, já que dados desatualizados podem dificultar o recebimento de comunicados oficiais sobre o processo eleitoral ao longo dos próximos meses.
Assim como ocorreu em eleições anteriores da categoria, a expectativa é de que dezenas de chapas se inscrevam para disputar os cargos de conselheiro federal e estadual em todo o país, movimentando campanhas dentro da própria classe profissional até a votação de novembro.
O que está em jogo para a categoria nos próximos três anos
Os conselheiros eleitos em novembro assumirão mandatos de três anos à frente do CAU/BR e dos conselhos estaduais, período em que caberá a eles conduzir discussões sobre temas estruturantes para a profissão, como fiscalização do exercício profissional, políticas urbanas, patrimônio cultural e a relação da arquitetura com pautas emergentes, caso da inteligência artificial aplicada ao setor. A composição dos plenários também influencia diretamente a forma como o conselho dialoga com o poder público em temas como habitação de interesse social e regulamentação de novas modalidades de projeto.
Para os profissionais da área, acompanhar de perto o processo eleitoral deste ano ganha peso adicional justamente pela obrigatoriedade do voto, que torna cada arquiteto e urbanista registrado parte direta da decisão sobre quem vai representar a categoria nos próximos anos. Nos próximos meses, a expectativa é de que o CAU/BR intensifique a divulgação de informações sobre prazos, chapas inscritas e locais de acesso à votação, à medida que o calendário eleitoral avança rumo ao dia 5 de novembro.
Fontes consultadas:
Eleições do CAU 2026 terão voto online e novas regras para chapas
Plenária do CAU/BR aprova calendário eleitoral do conjunto autárquico para 2026
Eleições 2026: Arquitetos e Urbanistas devem atualizar dados
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