Evento começa nesta terça-feira (11) e reúne arquitetos, urbanistas e especialistas para discutir sustentabilidade, planejamento urbano e políticas públicas.
O 22º Congresso Brasileiro de Arquitetos (CBA) começa nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, em Fortaleza, reunindo profissionais e especialistas para discutir os rumos da arquitetura e do urbanismo no Brasil. O evento segue até 14 de agosto e ocorre no Centro de Eventos do Ceará, em paralelo à Expoconstruir. (Centro de Eventos do Ceará)
A escolha de Fortaleza para sediar o congresso coloca a capital cearense no centro de um debate que ultrapassa os projetos de edifícios. Questões como sustentabilidade, planejamento das cidades, habitação, mobilidade, preservação do patrimônio e adaptação dos espaços urbanos às mudanças climáticas estão entre os temas que ajudam a definir como as cidades brasileiras serão ocupadas nas próximas décadas. (ArchDaily)
Congresso debate como a arquitetura pode transformar as cidades
O congresso acontece em um momento de crescente discussão sobre a necessidade de tornar as cidades mais sustentáveis e preparadas para novos desafios urbanos. A programação do CBA inclui debates relacionados à arquitetura e ao urbanismo contemporâneos, aproximando profissionais de diferentes regiões do país e criando espaço para discutir soluções aplicáveis à realidade brasileira. (Página 12)
Entre os assuntos em destaque está a sustentabilidade na arquitetura das grandes cidades. O tema envolve desde a utilização mais eficiente de recursos naturais até estratégias para reduzir impactos ambientais, melhorar o conforto dos edifícios e criar espaços urbanos mais adaptados às condições climáticas de cada região. Para cidades que enfrentam períodos de calor intenso, chuvas fortes ou problemas de drenagem, essas decisões arquitetônicas podem ter reflexos diretos na vida cotidiana.
O encontro também ganha dimensão política porque decisões sobre arquitetura e urbanismo dependem frequentemente de políticas públicas. Regras de ocupação do solo, planos diretores, investimentos em habitação, preservação de áreas históricas e projetos de mobilidade são definidos ou influenciados pelo poder público. Dessa forma, o debate entre arquitetos pode contribuir para discutir não apenas como construir, mas também onde construir, para quem e com quais impactos para a cidade.
Fortaleza vira ponto de encontro da arquitetura brasileira
A realização do congresso em Fortaleza também representa uma oportunidade para colocar questões urbanas do Nordeste no debate nacional. A cidade possui desafios relacionados à expansão urbana, mobilidade, ocupação do território, preservação ambiental e adaptação climática, problemas que são compartilhados por diversas capitais brasileiras.
O evento será realizado no mesmo período da Expoconstruir, entre 11 e 14 de agosto, no Centro de Eventos do Ceará. A programação oficial do equipamento confirma os dois eventos no Pavilhão Leste durante o mesmo período, criando uma grande concentração de atividades ligadas à construção, arquitetura e desenvolvimento urbano. (Centro de Eventos do Ceará)
A integração entre congresso e feira amplia o contato entre profissionais de arquitetura, empresas, fornecedores e representantes do setor da construção. Na prática, isso permite aproximar discussões conceituais sobre cidades de soluções técnicas e produtos utilizados em projetos. Para o mercado, a combinação também pode estimular novas parcerias e negócios.
Um dos destaques anunciados para o congresso é o arquiteto Francis Kéré, vencedor do Prêmio Pritzker, que participa da programação de encerramento. A presença do profissional acrescenta uma dimensão internacional ao encontro e reforça o interesse em discutir arquitetura associada a sustentabilidade, comunidade e desenvolvimento social. (Revista Conexão)
O que o congresso pode mudar na arquitetura brasileira?
O principal efeito de encontros como o CBA não está apenas nas palestras realizadas durante os quatro dias, mas na circulação de ideias entre profissionais, universidades, empresas e órgãos públicos. Discussões apresentadas em eventos nacionais podem posteriormente influenciar projetos, pesquisas e políticas relacionadas ao planejamento das cidades.
O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil também terá atividades em Fortaleza durante o período. Uma deliberação oficial do CAU/BR registra a realização de reuniões ordinárias na cidade nos dias 10 e 11 de agosto e de um encontro integrado ao Congresso Brasileiro de Arquitetos. (Transparência CAU BR) Isso demonstra que o evento também funciona como espaço de articulação institucional do setor.
Para a população, o debate pode parecer distante, mas seus efeitos aparecem em questões bastante concretas. A qualidade das calçadas, a quantidade de áreas verdes, a localização de moradias, a eficiência do transporte público, a segurança dos espaços urbanos e a resistência das construções diante de eventos climáticos extremos são exemplos de decisões que envolvem arquitetura e planejamento.
O 22º Congresso Brasileiro de Arquitetos, portanto, chega a Fortaleza em um momento estratégico para discutir o futuro das cidades brasileiras. Ao reunir arquitetura, urbanismo, sustentabilidade e políticas públicas, o encontro amplia o debate sobre como o país poderá construir cidades mais eficientes, inclusivas e preparadas para os desafios das próximas décadas. (Revista PROJETO)
