Evento da CASACOR reúne arquitetos, especialistas e representantes do poder público para discutir habitação, patrimônio, sustentabilidade e planejamento urbano
O Rio de Janeiro recebe nesta quarta-feira (23) o primeiro Fórum de Arquitetura e Urbanismo da CASACOR, evento que terá como principal tema os desafios para transformar as cidades brasileiras e, especialmente, revitalizar o Centro do Rio. O encontro será realizado no Palácio Gustavo Capanema, um dos principais marcos da arquitetura moderna brasileira, e reunirá profissionais de arquitetura, especialistas e representantes do poder público. A programação será dividida em cinco painéis sobre regeneração urbana, habitação, patrimônio cultural, resiliência climática, planejamento e legislação. (Bra 1)
O fórum acontece durante a Semana de Arte do Rio e terá entrada gratuita mediante inscrição prévia. A programação está prevista para ocorrer das 9h às 15h, com capacidade para aproximadamente 400 participantes. A escolha do Palácio Capanema também estabelece uma relação entre a preservação do patrimônio arquitetônico e os debates sobre o futuro das grandes cidades. (Bra 1)
Revitalização do Centro do Rio entra no debate urbano
Um dos principais assuntos do fórum será a regeneração da região central do Rio de Janeiro. O primeiro painel discutirá como investimentos públicos e privados podem contribuir para recuperar áreas urbanas, ampliar a oferta de moradia e estimular novas atividades econômicas sem desconsiderar as características históricas e culturais do território. (Bra 1)
A discussão ocorre em um momento em que o Centro do Rio passa por diferentes iniciativas de ocupação e revitalização. A proposta debatida pelos especialistas parte da ideia de que a recuperação de uma região central não depende apenas da restauração de edifícios, mas também da criação de condições para que moradores, trabalhadores e visitantes utilizem esses espaços de maneira contínua.
Outro ponto relacionado à transformação urbana é a necessidade de combinar diferentes funções em uma mesma área. Moradia, comércio, serviços, mobilidade e espaços culturais podem fazer parte de uma estratégia integrada de ocupação, reduzindo a dependência de regiões exclusivamente comerciais ou residenciais.
O debate também envolve a relação entre planejamento urbano e investimentos. Regras de ocupação, incentivos, parcerias e projetos de infraestrutura podem influenciar a forma como áreas degradadas ou subutilizadas são incorporadas novamente à dinâmica das cidades.
Habitação e patrimônio aparecem entre as prioridades
O segundo painel do fórum será dedicado ao tema “Habitar o Centro: moradia e vida urbana”. A discussão pretende abordar a necessidade de criar condições para que regiões centrais sejam também espaços de moradia, com infraestrutura, serviços, mobilidade e qualidade de vida para a população. (Bra 1)
A questão habitacional está diretamente ligada ao planejamento das cidades. Regiões centrais normalmente concentram redes de transporte, equipamentos públicos, comércio e serviços, o que pode facilitar o acesso da população a diferentes atividades. Ao mesmo tempo, a transformação desses espaços envolve desafios relacionados ao preço dos imóveis, à disponibilidade de moradias e à preservação de edifícios históricos.
O fórum também terá um painel sobre cultura, memória e identidade, discutindo como o patrimônio pode participar dos processos de transformação urbana. A preservação de construções e espaços históricos pode ser combinada com novos usos, evitando que imóveis de importância cultural permaneçam subutilizados ou abandonados.
A realização do evento no Palácio Gustavo Capanema reforça essa conexão. O edifício é considerado um marco da arquitetura moderna brasileira e, atualmente, funciona como cenário para uma discussão sobre como preservar referências históricas enquanto as cidades precisam responder a novas demandas sociais, econômicas e ambientais. (CAU/BR)
Mudanças climáticas também influenciam o planejamento urbano
A programação inclui ainda um painel dedicado ao urbanismo ambiental e à resiliência climática. A discussão parte da necessidade de preparar as cidades para eventos extremos, incluindo chuvas intensas, ondas de calor e outros impactos associados às mudanças climáticas. Entre as soluções debatidas estão arborização, drenagem sustentável e estratégias baseadas na natureza. (Bra 1)
A adaptação climática vem ganhando espaço nas políticas de planejamento urbano porque decisões relacionadas à ocupação do solo, infraestrutura e mobilidade podem influenciar a capacidade de uma cidade de enfrentar eventos extremos. Projetos urbanos podem incorporar áreas verdes, sistemas de drenagem e espaços capazes de absorver parte da água da chuva.
O planejamento também precisa considerar a desigualdade existente entre diferentes regiões das cidades. Áreas com menor infraestrutura podem apresentar maior exposição a alagamentos, calor excessivo e outros riscos ambientais, tornando políticas de adaptação e investimentos públicos elementos importantes para a redução das vulnerabilidades.
No último painel, o fórum discutirá planejamento e legislação urbana, incluindo a relação entre regras municipais, investimentos, habitação e transformação dos espaços. A programação pretende aproximar diferentes setores envolvidos no desenvolvimento das cidades, colocando arquitetura e urbanismo em diálogo com questões econômicas, sociais, ambientais e administrativas. (Bra 1)
O evento terá participação de mais de 30 arquitetos, especialistas e representantes do poder público distribuídos pelos cinco painéis. Com isso, a proposta é ampliar o debate sobre os caminhos para transformar áreas urbanas sem separar questões como patrimônio, moradia, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. (Bra 1)
Fonte principal: BRA1 — CASACOR realiza fórum em SP para debater futuro das cidades e reforma do Centro do Rio CAU/BR — CASACOR Rio 2026 é realizada pela primeira vez no Centro do Rio de Janeiro
