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    Certificações em segurança: Como identificar as que constroem carreira e as que não passam de papel? Saiba agora com Ernesto Kenji Igarashi

    Henry WestlakePor Henry Westlake21 maio, 20266 Mins de leitura
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    Ernesto Kenji Igarashi
    Ernesto Kenji Igarashi
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    De acordo com Ernesto Kenji Igarashi, ex-coordenador da equipe tática da Polícia Federal, o mercado de certificações profissionais em segurança cresceu de forma expressiva nos últimos anos, acompanhando a expansão do setor e a crescente demanda por credenciais que sinalizem competência em um campo onde a consequência de erros pode ser gravíssima. Esse crescimento, porém, foi acompanhado por uma proliferação de cursos e certificações de valor técnico e reputacional muito desigual, criando um cenário onde o profissional que busca qualificação genuína precisa navegar com discernimento entre opções que realmente desenvolvem competência e opções que oferecem um documento com pouco ou nenhum respaldo no mercado real. 

    Antes de investir tempo e dinheiro na próxima certificação, as análises a seguir podem evitar um erro que muitos profissionais do setor cometem mais de uma vez.

    Quais critérios definem uma certificação de segurança com valor real no mercado?

    A reputação da entidade certificadora é o primeiro critério de avaliação e frequentemente o mais determinante para a aceitação da certificação no mercado de trabalho. Entidades com histórico consolidado, processos de certificação auditáveis, corpo docente com experiência operacional verificável e reconhecimento explícito por parte de organizações contratantes relevantes têm um peso de credencial que entidades sem esses atributos simplesmente não conseguem replicar, independentemente da qualidade do conteúdo que eventualmente oferecem. No mercado de segurança, onde referências e reputação circulam com intensidade entre profissionais e gestores, o nome da entidade certificadora carrega um sinal que o mercado decodifica rapidamente.

    Como destaca Ernesto Kenji Igarashi, o rigor do processo de certificação é tão importante quanto o conteúdo da formação. Certificações que exigem apenas presença em um curso, sem avaliação objetiva de competências, sem carga horária mínima verificável e sem requisitos de experiência prévia, não conseguem garantir que todos os certificados realmente possuem as competências que o documento atesta. Essa falta de rigor corrói o valor da certificação ao longo do tempo, pois o mercado aprende que o título não discrimina entre profissionais competentes e aqueles que apenas estiveram presentes. Processos de certificação com avaliações práticas, exames escritos com nível de dificuldade adequado e requisitos de revalidação periódica sinalizam um compromisso com a manutenção do padrão que o título deve representar.

    Quais são as armadilhas mais comuns na escolha de certificações no setor de segurança?

    A armadilha da certificação de volume é uma das mais prevalentes no setor. Acumular um número elevado de certificações de baixo rigor e pouco reconhecimento não constrói um perfil profissional mais sólido; cria ruído que pode até dificultar a avaliação real da competência do candidato. Profissionais com cinco certificações de entidades reconhecidas e processos rigorosos são sistematicamente mais valorizados do que profissionais com vinte certificações de entidades desconhecidas e processos superficiais. A seleção criteriosa de poucas certificações verdadeiramente relevantes para o objetivo de carreira específico é uma estratégia mais eficaz do que a busca por volume de credenciais.

    Ernesto Kenji Igarashi
    Ernesto Kenji Igarashi

    A certificação como substituto de experiência é outra armadilha que afeta principalmente profissionais em fases iniciais de carreira. Algumas formações são apresentadas como portas de entrada para posições operacionais que exigem, na prática, um conjunto de competências que nenhuma certificação consegue desenvolver sem a complementação de experiência real. Investir em certificações avançadas antes de construir a base de experiência operacional que elas pressupõem resulta em um perfil de papel que não se sustenta em avaliações práticas. Segundo Ernesto Kenji Igarashi, a sequência correta é construir experiência que justifique a busca por certificações que aprofundem e validem competências já desenvolvidas.

    A desconsideração do custo total de uma certificação é um erro de planejamento que frequentemente transforma um investimento aparentemente acessível em um compromisso financeiro significativo. Além do custo de inscrição, certificações sérias frequentemente exigem investimento em material didático, deslocamento para locais de treinamento, hospedagem em cursos imersivos, custos de revalidação periódica e, em alguns casos, seguro de responsabilidade civil associado ao exercício das competências certificadas. Mapear o custo total ao longo do ciclo de validade da certificação antes da decisão de inscrição é uma prática básica de planejamento que evita surpresas que comprometem tanto o financeiro quanto o comprometimento com o processo de qualificação.

    Como alinhar a escolha de certificações com uma estratégia de desenvolvimento de carreira no setor de segurança?

    O ponto de partida de uma estratégia de certificação eficaz é a clareza sobre o objetivo de carreira de médio prazo, ressalta Ernesto Kenji Igarashi. Profissionais que almejam posições de liderança operacional têm necessidades de certificação distintas de quem busca especialização técnica em uma área específica, como segurança eletrônica, proteção pessoal ou gestão de riscos corporativos. A dispersão de investimento em formação por múltiplas áreas sem uma direção clara é uma forma de gastar recursos sem construir a profundidade que o mercado mais valoriza. Especialização genuína em uma área relevante é mais competitiva do que uma cobertura superficial de muitas áreas ao mesmo tempo.

    O mapeamento das certificações detidas pelos profissionais que ocupam as posições aspiradas é uma pesquisa simples que oferece informação prática e atualizada sobre o que o mercado realmente valoriza em cada nível de senioridade. Perfis no LinkedIn de profissionais em posições seniores no tipo de organização em que se deseja trabalhar, ofertas de emprego com requisitos de qualificação detalhados e conversas diretas com recrutadores e gestores do setor são fontes de informação sobre o que efetivamente diferencia candidatos em processos competitivos. Conforme informa o criador do Grupo de Orçamento e Tiro da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Ernesto Kenji Igarashi, essa pesquisa de mercado aplicada à certificação é tão importante quanto qualquer análise de conteúdo programático.

    A manutenção e a revalidação de certificações existentes é um aspecto frequentemente negligenciado em estratégias de desenvolvimento de carreira no setor de segurança. Certificações vencidas ou mantidas sem a atualização exigida pela entidade certificadora perdem valor rapidamente, especialmente em áreas onde a evolução de tecnologias, regulamentações e práticas operacionais é acelerada. Um planejamento de carreira que inclui os ciclos de revalidação, os custos associados e o tempo necessário para manter as certificações ativas em dia é mais robusto e evita a situação de ter investido na obtenção de uma credencial que depois perde validade por falta de manutenção planejada.

    Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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