O crescimento das corridas de rua resultou em um aumento significativo da ocupação de parques, provas e grupos de treino. Lucas Peralles, referência em nutrição esportiva em São Paulo, trabalha há anos com uma premissa que se aplica diretamente a esse público: treino e alimentação precisam caminhar juntos. Muitos corredores amadores iniciam a prática motivados pelo objetivo de emagrecer, adquirir condicionamento físico ou completar a primeira prova de 5 ou 10 quilômetros.
Entusiasmo gera dúvidas recorrentes. Por que o peso não cai mesmo com treinos por semana? O que comer antes de correr? Os carboidratos atrapalham o emagrecimento? Por que a pessoa tem menos rendimento quando aperta a dieta? A corrida, sozinha, não resolve a composição corporal.
A nutrição esportiva é uma área da ciência da nutrição que se dedica a atender às necessidades específicas dos atletas amadores, fornecendo energia para treinos, recuperação e desenvolvimento. Confira a seguir por que correr nem sempre leva ao emagrecimento esperado, o que observar na alimentação e como conciliar performance e recomposição corporal.
Por que correr nem sempre leva ao emagrecimento esperado?
A corrida aumenta o gasto energético, mas o organismo tende a responder com mais fome, sobretudo nas horas seguintes aos treinos longos ou intensos. A ausência de planejamento pode resultar em refeições maiores, beliscos ao longo do dia e a falsa percepção de que o treino justifica os excessos, anulando parcialmente o déficit calórico gerado pela atividade.
A percepção distorcida do gasto é outro fator importante. Relógios e aplicativos nem sempre refletem a realidade individual, e muitos corredores superestimam a queima de calorias. Ao mesmo tempo, quem aumenta o volume de treino de forma rápida tende a ficar mais cansado e se movimentar menos no resto do dia, sem perceber.
A abordagem do Método LP, criado por Lucas Peralles, parte de um princípio que altera a perspectiva desse cenário: o exercício deve ser compreendido como um cuidado, e não como uma punição pelo consumo de alimentos. Quando a corrida é utilizada como moeda de troca com a alimentação, a relação com o treino e com a comida se desgasta, e o abandono costuma ocorrer antes do resultado.
O que o corredor amador precisa observar na alimentação?
A alimentação para performance não exige cardápios complexos, mas depende de alguns pontos que fazem diferença no rendimento, na recuperação e na composição corporal de quem corre com frequência:
- Carboidrato como combustível: é a principal fonte de energia para treinos de intensidade moderada e alta, e cortes drásticos costumam reduzir o rendimento, aumentar o cansaço e dificultar a evolução nos treinos;
- Proteína para recuperação: ajuda a reparar os tecidos exigidos pelo impacto da corrida e a preservar a massa muscular, especialmente em quem busca emagrecer ao mesmo tempo que treina;
- Hidratação e eletrólitos: a perda de líquidos e sais minerais pelo suor interfere no desempenho e no bem-estar, com demanda maior em dias quentes e treinos longos;
- Momento das refeições: o que se come antes e depois do treino influencia disposição, conforto gastrointestinal e recuperação, e precisa ser testado nos treinos, nunca no dia da prova.

A corrida é uma atividade que também pode ser combinada com treinos de força. O fortalecimento muscular contribui para a economia de corrida, ajuda a prevenir lesões e sustenta a recomposição corporal. O Método LP, desenvolvido por Lucas Peralles, promove a integração entre nutrição e educação física, possibilitando a adaptação do regime alimentar à fase do treino e ao progresso mensurável de cada indivíduo.
Performance e recomposição corporal no mesmo planejamento
Tratar de emagrecer rapidamente ao mesmo tempo que aumenta o volume de treino é um dos erros mais comuns entre corredores amadores. Isso pode levar à deficiência energética relativa no esporte, associada a queda de rendimento, fadiga, maior risco de lesões e alterações hormonais.
O especialista em comportamento alimentar Lucas Peralles identifica nesse movimento um padrão que o Método LP trata com atenção: o imediatismo de quem elimina grupos alimentares e aumenta o treino de forma insustentável para acelerar o resultado. A resposta para tal questão passa por reduzir a complexidade, aumentar a consistência, estabelecer prazos realistas e medir o progresso semanalmente.
Em termos práticos, isso significa definir prioridades por fase. Em determinadas ocasiões, o objetivo principal é reduzir a gordura corporal e organizar a rotina. Em outros momentos, o foco pode ser o ganho de massa muscular ou a melhoria do desempenho. Em qualquer uma dessas etapas, é essencial que a alimentação acompanhe sem que o corredor precise escolher entre saúde e rendimento.
Correr com constância depende de energia, rotina e acompanhamento
Em última análise, a popularização da corrida de rua representa uma notícia positiva para a saúde. No entanto, o aumento do número de praticantes também evidencia que a alimentação ainda é considerada um aspecto secundário. Entretanto, para o profissional da nutrição esportiva Lucas Peralles, a prática regular da corrida demanda um plano alimentar balanceado, que forneça energia de forma equilibrada, favoreça a recuperação e se adeque à rotina real de quem trabalha e treina.
Na Clínica Peralles, o acompanhamento abrange os aspectos da nutrição, medicina, treinamento e estética. Durante o processo, são realizados ajustes para que o corredor evolua sem depender de dietas extremas ou de metas irrealistas. Os exames, o histórico e a fase de vida de cada pessoa são fundamentais para orientar as decisões, e não o calendário da próxima prova.
Aqueles que iniciaram a prática da corrida com o objetivo de emagrecimento tendem a obter mais resultados quando substituem a pressa pela consistência, uma lógica que o fundador do Método LP, Lucas Peralles, aplica a qualquer objetivo, seja cruzar a linha de chegada, otimizar o tempo ou, simplesmente, manter o corpo saudável por muitos anos.
